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Carlos Fran
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9:43 AM
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Carlos Fran
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12:00 PM
EUERN VIVE GRAVE PERÍODO DE CARÊNCIA
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte está vivendo um grave
período de carência. A propaganda do governo, com o aval do Reitor,
projeta para todo o Estado uma Universidade em situação confortável e
de crescimento. A verdade é que a situação da UERN está bem
complicada.
Em todos os seus discursos, sempre acompanhada pelo Reitor Milton
Marques, Wilma de Faria menciona o crescimento do orçamento da UERN.
Este ano, segundo afirma esse orçamento é de cerca de R$ 140 milhões.
A verdade é que o governo não repassou nem 70% desse valor para a
Universidade. Para onde irá o resto? (A Governadora e o Reitor
precisam responder)
Mesmo a quantia repassada a UERN, veio em pequenas gotas e com
atrasos, tendo a Universidade enfrentado durante esse ano diversas
situações constrangedoras junto aos seus fornecedores (COSERN, CAREN E
TELEMAR, inclusos). Há notícias inclusive de professores, que em
viagem precisaram bancar o combustível de um dos carros da Instituição
para poderem voltar a Mossoró. O posto, com pagamento em atraso, havia
suspendido a venda de combustível. (Diferentemente da propaganda, é
assim que a UERN está sendo tratada pelo Governo do Estado)
A situação, que já estava complicada, agravou-se ainda mais. No mês
passado foi fechado o Orçamento do Estado e como ele foi aberto em
fevereiro, a UERN teve apenas oito meses de orçamento. Ou seja,
atualmente a UERN está sem dinheiro. O semestre letivo acabou de
iniciar e os gestores estão rezando para que acabe logo. Não há como
comprar sequer material de consumo, muitos fornecedores já não atendem
mais a Universidade. O almoxarifado está "quase zerado", nas palavras
do chefe do setor. Os estagiários bolsistas estão trabalhando sem
receber há mais de dois meses. Os bolsistas do PIBIC/UERN e dos
mestrados também estão sem remuneração pelo mesmo período. Como o
Orçamento só deve reabrir em fevereiro ou março do ano que vem, a
carência da Universidade tende a se agravar.
Enquanto isso, a governadora do Estado faz campanha com a UERN, e o
Reitor da UERN faz campanha para a governadora. A Governadora e o
Reitor afirmam de público (em Assu) "nos últimos sete anos [a UERN]
passou de um orçamento anual de R$ 38 milhões para R$ 138 milhões este
ano". No interior da Universidade são distribuídos panfletos de
propaganda, mostrando o "crescimento da Universidade" . Na posse do
Reitor, foi apresentado um vídeo propaganda exaltando o excelente
trabalho da governadora na Universidade. Na televisão, no rádio e nos
jornais, a situação da UERN é invejável. Nunca a Universidade foi tão
badalada na imprensa. Tudo maquiagem grosseira da realidade.
Propagandas a parte, a situação da UERN é preocupante. Nos bastidores
o Reitor se reúne com os chefes de departamentos e com os diretores de
unidades pedido "cortes e contenções de gastos". Mas como cortar fazer
contenções quando já se trabalha no limite? Há muito tempo não há
ajuda de custos para eventos. Professores e alunos tiram do próprio
bolso para poder apresentar trabalhos em congresso acadêmicos. O
ENCOPE, evento acadêmico que a UERN realiza todos os anos, teve de ser
adiado. O FESTUERN foi adiado. O Edital do PIBIC, que previa um verba
de apenas R$ 2.000,00 para pesquisa não foi cumprido, e até agora
nenhuma explicação foi dada. O concurso para docentes, anunciado para
este ano, foi suspenso, e poderá não acontecer no ano que vem, visto
que é um ano eleitoral. Até mesmo as aulas de campo, fundamentais para
alguns cursos, como geografia, gestão ambiental e turismo, estão
suspensas. Há faculdades onde a secretarias estão pedido papel aos
alunos para imprimir documentos solicitados por eles. E isso é
suficiente para ilustra o período de carência em que se encontra a
UERN. E então Reitor, vamos corta ou fazer contenções em quê?
O que nos resta fazer? Aguentamos, goela abaixo, a falsa propaganda do
Governo, endossada pelo Reitor que elegemos, fingimos que tudo está
bem, compramos água, café, lápis para quadro, insumos para pesquisa,
emprestamos dinheiro para estudantes bolsistas, pagamos nossas viagens
para congressos, nossos equipamentos de trabalhos não são consertados,
interporemos nossas aulas de campo, e agora nos perdem para cortar e
fazer contenções? Sabemos que o Estado tem batido recordes de
arrecadação. E mesmo assim ficamos nessa situação de carência? Ora
bolas, se é para cortar e conter ainda mais, então vamos dar férias
aos alunos, fechar a Universidade e volta quando o Governo resolver
cumprir o seu dever, de financiar essa Universidade que é paga pelo
povo norte-riograndense.
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Carlos Fran
às
8:19 PM
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Já em mossoró a coisa está assim: humberto fernandes e seu grupo apoiam paulo eduardo; possíveis apoiadores de josoniel e lúcia tão s chapa
Things you can do from here:
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Carlos Fran
às
2:21 PM
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Carlos Fran
às
9:53 PM